Este site usa cookies e tecnologias afins que nos ajudam a oferecer uma melhor experiência. Ao clicar no botão "Aceitar" ou continuar sua navegação você concorda com o uso de cookies.

Aceitar

Análise Funcional & Carreira

O fim do Consultor "Configurador": Por que o S/4HANA exige um Arquiteto Funcional

leandroo
Escrito por leandroo em abril 11, 2026
O fim do Consultor
Junte-se aos Arquitetos Estratégicos

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Quem vive em projetos SAP, tanto em Consultorias como em uma estrutura Corporativa, sabe que o jogo mudou. Por muito tempo, antes de ingressar nas áreas de tecnologia como arquiteto, fui o Key User que admirava os consultores que dominavam a SPRO e que tinham as transações do SAP na ponta da língua.

Porém, diante das possibilidades do S/4HANA e dos ecossistemas corporativos cada vez mais integrados, ser apenas um “configurador” já não basta. O mercado agora exige um Arquiteto Funcional.

Estive por muito tempo do outro lado do balcão, e a dor do negócio não se trata apenas de um desenho de processo mal feito ou erro do sistema. Ela se traduz em resultados reais e dores que, se não resolvidas, prejudicam toda uma companhia.

Nesse período como Arquiteto Funcional, percebi claramente a diferença entre um Consultor e um Arquiteto, e como este último é estratégico nos dias atuais.

1. A visão vai muito além do próprio módulo

O SAP não roda mais sozinho. A realidade das grandes empresas é um landscape amplo, repleto de sistemas satélites. O Arquiteto Funcional precisa entender de integrações, APIs e eventos para desenhar uma solução ponta a ponta. É aqui que o nosso alinhamento com os Arquitetos Técnicos se torna crucial: nós garantimos a integridade do processo de negócio, e eles desenham a fundação tecnológica. Um não sobrevive sem o outro, principalmente em tempos de Clean Core.

2. Governança e o Arsenal do Arquiteto

Não dá para controlar a complexidade usando apenas planilhas soltas. No meu dia a dia, a governança da arquitetura e dos projetos se apoia em uma tríade fundamental:

  • SAP Signavio: Para a modelagem e mapeamento de processos em BPMN, em conjunto com o Negócio, garantindo uma visão completa end-to-end.
  • SAP LeanIX: Para a gestão de aplicações e arquitetura corporativa, mapeando o impacto de cada sistema no ecossistema.
  • SAP Cloud ALM (CALM): Para o controle real do ciclo de vida do projeto, garantindo rastreabilidade desde o requisito.

3. Clean Core não é apenas um termo da moda

É uma questão de sobrevivência. Desenhar uma solução hoje significa aplicar princípios de Clean Core desde sua concepção. O arquiteto precisa saber decidir quando uma customização deve ser ABAP Cloud ou ainda side-by-side no BTP. O porto seguro do ABAP Classic não é uma opção neste novo cenário.

Isso muda completamente a nossa forma de analisar e documentar a Especificação Funcional, que precisa prever riscos, governança e o impacto no desenvolvimento.

Deixar de ser um executor de tarefas locais ou um mero configurador para assumir uma visão de arquitetura funcional não é um caminho fácil, mas é a transição mais valiosa que um profissional de SAP pode fazer hoje.

A tecnologia mudou, as ferramentas evoluíram. Mas a pergunta que fica é: você está desenhando soluções corporativas ou ainda está apenas configurando o sistema? Deixe sua opinião nos comentários.

Hey,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *